Muito além de uma simples dieta

A tal da dieta lunar, de tomar só sopa, comer só ovo, a hiperproteica, dieta do espumante, dieta sem glúten, não fazer nenhuma dieta, feche a boca, coma a cada 3 horas… Ufa! Existem várias frases que somos obrigados a ouvir as pessoas falando quando pensamos em reduzir o peso que nos questionamos: “por que doenças relacionadas a obesidade e ela em si é tão comum no nosso país e ao redor do mundo?” E a mais nova promessa de emagrecimento que chegou para transformar a sua vida é a famosa dieta Low Carb, ou, abrasileirando, dieta do baixo carboidrato.

Afinal de contas, do que se trata a dieta Low Carb? Ela possui benefícios? Será que ela serve para você? Bom: em uma dieta convencional, cerca de a 20% da ingestão total de energia vem dos carboidratos. O estilo baixo carboidrato sugere que estes números caiam para um máximo de 50 a 60% do valor energético total ingerido. Essa dieta, quando tratada como um hábito, frequente, pode ser benéfica para o resto da sua vida, tirando o fato de emagrecer mesmo. Um dos vários estudos feito na Universidade da Islândia, resultou que para o combate a obesidade ter uma alimentação baixa em carboidratos é a saída, também combate a hipertensão e previne AVC, simplesmente por reduzir a ingestão dos alimentos conhecidos como refinados – o pão e o arroz branco, por exemplo. Um segundo estudo, realizado na PUC de Campinas, fala dos benefícios da Low Carb no controle dos níveis de triglicerídeos, da glicose e da insulina sanguíneos, ajudando a mantê-los estáveis . Ressaltando que todos esses benefícios são a longo prazo.

Tudo bem, então é só cortar os carboidratos, deixar os quilinhos extra irem embora e tudo vai ficar bem, certo? Não é bem assim. Primeiramente, preste bem atenção que existe uma diferença enorme entre LOW carb e NO carb. O carboidrato é o meio mais rápido que o corpo encontra para a produção de energia. Caso não tivermos carboidratos suficientes inseridos na nossa alimentação, pode-se notar o aumento de fraqueza, muito sono, alteração no humor entre outros vários sintomas que possuem relação com o déficit de energia no organismo.

Outro ponto que merece todo cuidado é que várias pessoas que optam por seguir uma dieta do baixo carboidrato acabam focadas só na parte do “pouco carboidrato”, e passam a trocar uns alimentos por outros industrializados cheios de proteínas e gorduras, ricos em aditivos alimentares e de muito sódio. Falando em proteínas e gorduras, as pessoas começam essa dieta por conta própria, reduzem de uma vez só as quantidades de carboidrato e aumentando muito a ingestão de proteínas na dieta, pensando assim estar fazendo um bom negócio. Olha, as proteínas são realmente importantíssimas, em especial para aqueles que, praticam atividade física com frequência. É a partir dos aminoácidos presentes dentro das moléculas de proteína os nossos tecidos são construídos, principalmente o tecido muscular. O grande problema é que a proteína não produz energia tão rapidamente quanto o carboidrato. O caminho que a proteína percorre até virar glicose disponível no sangue maior, demora bem mais e, por isso, nosso corpo acaba deixando a proteína que não é útil na construção do dia a dia dos tecidos, guardada para ir transformando em energia quando a gente está em jejum.

E qual é o problema disso? O problema é que esse excesso fica guardado no nosso tecido adiposo, ou seja, as gavetinhas de gordura! Pois é de lá que o corpo tira energia quando há uma falta de carboidratos. Então sim, sem reserva necessária para produção de energia de curto prazo, proteínas em excesso também podem engordar.

Entenda um pouco sobre a síntese de proteínas: https://www.youtube.com/watch?v=x5ZXQo-xeMo

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